Rio - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio, Wadih Damous, criticou duramente nesta segunda-feira o envolvimento de militares do Exército no assassinato de três jovens moradores do Morro da Providência. “O episódio demonstra claramente por que não se deve atribuir às Forças Armadas o papel da polícia de zelar pela segurança pública da cidade".
Para o presidente da OAB, "Esta é uma competência do estado que está sendo desvirtuada, porque o Exército não é treinado para essa função”. Além disso, “também é inadmissível que os militares sejam utilizados como seguranças num projeto eleitoreiro de um candidato a prefeito”.
Embora alguns setores da sociedade defendam o uso das Forças Armadas na segurança pública, para a OAB/RJ “o crime bárbaro praticado contra os três jovens da Providência mostra o resultado desse equívoco: militares envolvidos com criminosos, adotando práticas comuns a elementos podres da polícia estadual e aos milicianos que aterrorizam as comunidades onde o estado não se faz presente. Se há corrupção e falhas nas polícias, que se punam os corruptos e se corrijam as falhas, porque é para isto que a população paga impostos”, disse o presidente da Ordem.
Wadih Damous disse que o órgão espera que o Exército venha a público explicar o envolvimento de seus militares nesse crime e que os responsáveis sejam punidos. "O comando do Exército está obrigado a dar esta satisfação à sociedade“, disse.