Rio - O relações públicas da Polícia Militar, coronel Rogério Leitão, concedeu uma entrevista coletiva no fim da manhã desta terça-feira. O encontro com a imprensa foi no Quartel General da Corporação, no Centro do Rio.
Ele falou sobre o caso do administrador Luiz Carlos Soares da Costa, de 36 anos, que morreu no final da noite de segunda-feira, após ser atingido por três tiros dentro do seu carro, em São Cristóvão, Zona Norte. Ele havia sido feito refém pelo assaltante Jefferson dos Santos Leal, 18 anos, que o levou no veículo. Segundo quatro policiais do 22º BPM (Maré), que perseguiam o carro desde Bonsucesso, o ladrão atirou primeiro e eles revidaram. Jefferson, que estaria armado com uma pistola, foi ferido com um disparo nas costas e preso.
Segundo Rogério Leitão, a ação dos PMs de revidar os tiros disparados pelo bandido foi em legítima defesa. O coronel afirmou ainda que os PMs não fizeram disparos durante a perseguição e, sim, somente quando foram "injustamente atacados". Os quatro PMs envolvidos no caso prestaram depoimento e não estão presos.
Rogério Leitão também lamentou a morte do administrador e acrescentou que esse caso é completamente diferente do caso do menino João Roberto, 3 anos, que foi morto por engano por PMs, na noite de 6 de julho, na Tijuca, Zona Norte do Rio.