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4/7/2008 16:18:00

Polícia suspeita que corpo encontrado na Ilha seja de engenheira desaparecida na Barra

Foto Reprodução de internet

Rio - Uma equipe da Divisão Anti-Sequestro se encaminhou, no início da tarde desta sexta-feira, para Ilha do Governador para checar se o corpo de mulher encontrado na praia é o da engenheirade produção Patrícia Franco, desaparecida desde o dia 14 de junho. Ele sumiu depois que seu carro foi encontrado no Canal de Marapendi, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.

Peritos do Instituto Médico Legal (IML) vão fazer exames de impressão digital para tentar identificar o cadáver. Mas, devido ao estado do corpo, a identificação só possa ser feita pela comparação da arcada dentária ou por DNA. A família da jovem decidiu não ir ao IML tentar fazer reconhecimento do cadáver.

PMs podem estar envolvidos em morte

A investigação da 16ª DP (Barra da Tijuca) e da DAS levantaram a suspeita de que dois policiais militares do 31º BPM (Barra da Tijuca) são os principais suspeitos de ter assassinado a engenheira. Os agentes fizeram o mapeamento via GPS dos trechos percorridos pela viatura que estava de plantão na Auto-Estrada Lagoa-Barra, junto ao túnel na saída da Joatinga, na madrugada em que Patrícia sumiu.

O Ministério Público vai pedir que seja realizada perícia na viatura usada pelos PMs. Se houver vestígios de sangue com o mesmo DNA de Patrícia, será solicitada a prisão dos dois policiais.

O promotor Alexandre Graça, da Central de Inquéritos, disse que ainda não há subsídios para pedir a prisão dos policiais — um sargento e um soldado —, mas afirmou ontem que o álibi de um deles não foi confirmado. Além de não terem fornecido boletim de atendimento médico, os PMs também não explicaram por que nenhum médico do hospital informado no inquérito confirmou a presença de policiais no plantão.

Os investigadores da 16ª DP analisaram a movimentação do carro usado pelos policiais no trecho da Lagoa-Barra e descobriram que, depois do horário do acidente com Patrícia, houve um itinerário irregular, não comunicado ao batalhão. A principal suspeita é a de que os dois policiais, ao verem que tinham matado uma jovem — e não um bandido que furou um bloqueio —, tenham ocultado o corpo de Patrícia.

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