Rio - Parentes do soldado da Polícia Militar Márcio Carvalho, 29 anos, que foi assassinado e teve o corpo carbonizado no dia 6 de junho, fizeram nesta quinta-feira protesto em frente ao Instituto Médico-Legal (IML) depois que souberam que o PM foi enterrado no dia 1º de julho como indigente. O corpo e o carro dele foram encontrados na Estrada do Mato, na Zona Oeste, no dia seguinte ao crime.
Na quarta-feira, com o resultado do DNA — que deu positivo para o material cedido pela família do policial para o exame —, os parentes foram até o IML para liberar o corpo. Mas lá foram informados de que ele já havia sido enterrado em Santa Cruz.
Márcio foi lotado por oito anos no Bope e estava no 3º BPM (Méier). “Como policial, ele não merecia isso”, lamentou o irmão de Márcio, Josimar Carvalho. Segundo o diretor do IML, Jefferson Oliveira, pela lei de registro civil, após 72 horas o estado pode enterrar o cadáver. “Explicamos que teria que ser feito o DNA e esperamos que eles o enterrassem. Não temos lugar para guardar todos os corpos que estão à espera de exames”, explicou.