João Antônio Barros
Rio - O relatório que listou os 226 indiciados por ligação com as milícias faz um autêntico passeio pelas legislações penal e eleitoral ao explicar os crimes cometidos. Eles são acusados de homicídio, formação de quadrilha, extorsão, constrangimento, furto de energia, ameaça e improbidade administrativa. Os políticos tiveram o acréscimo dos crimes de compra de votos e abuso do poder econômico.
A relação com os crimes e os indiciados será apresentada, após aprovação no plenário da Alerj, ao Ministério Público, à Secretaria de Segurança, à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal, com o pedido de abertura de ações penais. Nos casos dos vereadores Cristiano Girão, que é bombeiro, e Geiso Turques, PM, os parlamentares pedem, além da abertura de processo administrativo para a expulsão do quadro funcional, a suspensão do direito ao porte e o recolhimento das armas.
Entre as sugestões para impedir a ação das milícias, os deputados propõem ao Estado o controle da distribuição de gás e do transporte (apontado como as maiores fontes de riqueza), o fim do porte de armas aos bombeiros, a tipificação dos crimes de milícia e curral eleitoral e a criação de uma corregedoria para investigar crimes de policiais.