Rio - O reitor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Ricardo Vieiralves, registrou queixa-crime na 23° DP (Méier) contra os estudantes, que acusa de terem provocado prejuízo de cerca de R$ 50 mil com o sumiço de laptops, computadores, fax, documentos, carimbos, diplomas e processos durante a invasão na reitoria em 10 de setembro e na ocupação que durou 20 dias.
O reitor deu um vídeo com imagens dos danos provocados. O filme mostra teto do gabinete destruído, paredes pichadas, cadeiras quebradas e garrafas de bebidas alcóolicas espalhadas. Por sua vez, os estudantes acusam o reitor de plantar provas para incriminá-los.
Xerox de fotos mostram os luxos do gabinete do reitor contra o abandono na universidade. No gabinete: fogão automático, banheiro de luxo, garrafa de champagne. Um grupo de alunos foi proibido de entrar na coletiva, mas esperava a imprensa na saída.
Plano de carreira para servidores
Na coletiva, o reitor também apresentou propostas para suspender a greve iniciada em 15 de setembro. Anunciou plano de carreira para os servidores que estão em greve (professores e técnicos administrativos).
Uma das propostas do plano é aumento do piso salarial, que, segundo ele, terá impacto de R$ 150 milhões na folha de pagamento a partir de dezembro. O reitor prometeu reposição das aulas em janeiro e fevereiro para cumprir os 200 dias letivos exigidos por lei. E disse que o vestibular está mantido.