O Dia Online
Publicidade Assine O Dia FM O Dia Expediente Classificados O Dia Fale Conosco   Busca
Rio
 CAPA
 O TEMPO NO RIO
 Epidemia de dengue
 Caramujos
 Cristo Maravilha
 Chefinho da Rocinha
 Fique Vivo
 Rio de Chinelos
 Buraco da Lacraia
 Blog da Segurança
 Força militar
 Mistura Interativa
 Samba de rede
 Pós-pop
Colunas
Parceiros
 
 
11/6/2008 01:28:00

Ricos em petróleo, pobres em Educação

Os municípios do Rio que mais lucram com a fonte de energia não alcançam nem nota 5 no índice do MEC que mede a qualidade do ensino

Maria Luisa Barros


Rio - O Estado do Rio, maior produtor de petróleo do País, tem indicadores de qualidade em Educação comparáveis a municípios do Nordeste. Apesar da receita extra com royalties e o aumento nos investimentos em Educação — R$ 4,09 bilhões — os municípios, encabeçados por Campos, com maior participação na receita do petróleo não conseguiram alcançar média 5 no Ideb, índice de avaliação educacional do Ministério da Educação (MEC), que oscila numa escala de 0 a 10. Os dados estão no anuário estatístico divulgado ontem pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Campos, no Norte Fluminense, teve a maior participação nos royalties, em 2006: R$ 847,8 milhões. No entanto, as escolas da rede municipal amargaram o pior desempenho em Educação (2,9), só comparável a estados pobres como Sergipe e Ceará. No extremo oposto, Trajano de Moraes conquistou o primeiro lugar no Estado do Rio, com a média 5,4, recebendo apenas R$ 3,49 milhões do petróleo.

“Não adianta gastar mais se não há resultado nos indicadores de Educação. É jogar dinheiro fora”, afirma Alberto Jorge Mendes Borges, economista e diretor da Aequus Consultoria, empresa responsável pelo estudo. Segundo ele, o volume de recursos aplicados na Educação tem pouca influência na qualidade do ensino: “O pagamento de royalties melhorou as finanças dos municípios, os dados comprovam isso. Mas em Educação os indicadores são muito ruins. As prefeituras precisam desenvolver projetos pedagógicos e investir na qualificação dos profissionais”.

A Secretaria Municipal de Educação de Campos afirmou que os índices não se referem à atual gestão, que acabou com a aprovação automática e tem investido na capacitação de professores. Por outro lado, o levantamento reforça a tese de que basta uma boa gestão para oferecer ensino de qualidade. Miracema foi a cidade que menos gastou em todo o estado (R$ 1.285 por aluno) mas obteve nota 4,9, uma das cinco primeiras. Também é o caso de Trajano de Moraes (5,4), São José de Ubá (5,4), Aperibé (5,1) e Santa Maria Madalena (5). Miguel Pereira ficou com o primeiro lugar no Prova Brasil, avaliação do MEC que mede o aprendizado em Português e Matemática, entre os 92 municípios fluminense. Cada aluno, como os da Escola Municipal São Judas Tadeu, custa R$ 2.316 por ano. Todas tiveram desempenho acima da média.

O Município do Rio investiu 3,2% mais — R$ 1,61 bilhão —, embora menos que em 2005, quando os gastos em Educação haviam crescido 5,5% em relação ao ano anterior. O prefeito Cesar Maia acha que a diferença está na quantidade de alunos. “O Rio tem 1.060 escolas, Aperibé tem uma ou duas. O Rio recebe 65 milhões de royalties, mas aplica na Educação R$ 1,6 bilhão”, argumenta Cesar.

FALTAM LIVROS E UNIFORMES

Município da Baixada que mais recebe royalties, Caxias também não teve bom desempenho no Ideb: 3,3. A secretária de Educação, Selma Silva, atribui o baixo desempenho da cidade ao boicote à Prova Brasil organizado pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino (Sepe/Caxias) em 2005. “Tenho certeza de que, com os investimentos na qualificação dos profissionais e reformas de unidades, estamos mudando esse retrato”, afirmou.

Apesar disso, alunos do Ensino Fundamental reclamam do estado de algumas unidades e do atraso na entrega dos livros didáticos, feita pela União. A secretaria informou que vai verificar a demora.

Entre 2005 e 2006, São Gonçalo investiu menos R$ 5,4 milhões em Educação. A cidade — onde os professores da rede municipal estão em greve desde 5 de maio — tem a menor renda per capita do estado.

Alunos e professores sentem na pele a queda de 6,3% nas verbas. Os estudantes passaram três anos usando uma única camisa do uniforme porque a prefeitura só entregou novas ontem. “Minha camisa já estava pequena, toda esgarçada”, contou Gabriela Souza Penha, 12 anos, aluna da 6ª série do Colégio Municipal Ernani Faria. A Secretaria de Educação informou que houve atraso na licitação para compra dos uniformes e que ainda não teve acesso aos dados para comentar a crise.
Inclua esta matéria no Del.icio.us Inclua esta matéria no Google Inclua esta matéria no Digg Inclua esta matéria no StumbleUpon



Mais notícias...

 
últimas
14:07 - Rio
ONG indiana faz festival de ioga e meditação nas praias do Rio neste domingo

13:05 - Rio
Operação surpresa apreende animais em feira em Caxias

13:05 - Rio
Manifestação reúne 150 pessoas em defesa da permanência de menino de 8 anos no Brasil

12:38 - Rio
Homem é morto a tiros em Realengo

12:34 - Rio
Dois adolescentes são atropelados na Abolição

» mais notícias  
Shopping
 
 
 
© Copyright Editora O DIA S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O DIA.
O Dia Online | Agência O Dia | O Dia Comercial | O Dia Classificados
O Dia Assinatura | FM O Dia | Portal Mais | Promoções | Instituto Ary Carvalho