Rio - O telejornal SBT Rio, do Sistema Brasileiro de Televisão, exibiu em sua edição desta terça-feira imagens exclusivas, feitas no momento em que policiais militares interceptam o carro do administrador Luiz Carlos Soares da Costa, morto após perseguição entre policiais e bandidos.
O registro feito pelo repórter cinematográfico José Lucas na Avenida Brasil, por volta 21h, mostra os PMs chegando para cercar o veículo com as armas apontadas. Em seguida, aparece uma pistola caída no chão, que seria do bandido.
A ação dos policiais em relação ao corpo de Luis Carlos é sem cuidado algum. Um PM retira a vítima do carona do carro pelas pernas, e ele cai no chão ainda respirando, mas inconsciente. O policial ainda chuta seu braço com o pé.
Um PM pega a arma no chão e coloca sobre o capô do carro do administrador. Durante o socorro, menos cuidado ainda: Luiz Carlos e o bandido são levados sem o menor jeito para o carro do Batalhão Prisional, que encaminhou os corpos para o Hospital Geral de Bonsucesso.
Perícia
Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli fizeram perícia no Siena prata KQJ 2485/RJ do administrador, morto na noite desta segunda-feira, durante perseguição policial e troca de tiros com assaltante na Zona Norte. Segundo o relatório inicial, o carro apresenta 10 perfurações à bala. Foram encontradas ainda uma cápsula de pistola 380 e um projétil de pistola calibre 40.
A patamo do 22º BPM (Maré), número 52-0874, foi levada para o batalhão e apresenta pelo menos duas perfurações na parte dianteira. Novas avaliações serão feitas.
Os três fuzis dos três PMs envolvidos na ação foram apreendidos e também serão periciados, assim como a pistola Taurus calibre 380, que foi apreendida com o assaltante Jefferson dos Santos Leal, 18 anos.
Segundo a delegada-adjunta Suzy Miranda, da 17ª DP (São Cristóvão), o objetivo principal é descobrir de qual arma partiram os tiros que atingiram a vítima.
Perseguição e tiros
O administrador Luiz Carlos Soares da Costa, de 36 anos, funcionário do Parque Gráfico do jornal O Globo, morreu no final da noite de segunda-feira, após ser atingido por três tiros dentro do seu carro, em São Cristóvão, Zona Norte.
Luiz Carlos havia sido feito refém pelo assaltante Jefferson dos Santos Leal, 18 anos, que o levou no veículo. Segundo quatro policiais do 22º BPM (Maré), que perseguiam o carro desde Bonsucesso, o ladrão atirou primeiro e eles revidaram. Jefferson, que estaria armado com uma pistola, foi ferido com um disparo nas costas e preso. O estado de saúde dele é muito grave.
Morador do Cachambi, Luiz Carlos havia acabado de sair de academia de ginástica em Bonsucesso e seguia para casa quando foi rendido por Jefferson num sinal no entrocamento da Rua Leopoldo Bulhões com Linha Amarela, por volta das 22h30.
Os policiais faziam patrulhamento no local quando viram o rapaz entrando no Siena prata KQJ 2485/RJ, pelo lado do motorista, e obrigando a vítima a passar para o banco do carona. O administrador falava com a mulher ao telefone celular quando foi abordado e desligou subitamente.
O bandido fez uma "bandalha" e seguiu para a Avenida Brasil, sendo seguido pela patamo da PM. Os policiais disseram que, mesmo dirigindo, o criminoso fez o primeiro disparo contra a viatura em frente ao Sabão Português, em Benfica. Já na esquina da Avenida Brasil com Rua Bela, em São Cristóvão, a poucos metros de um posto do BPVE, ele fez uma manobra e ficou de frente com a patamo. Nesse momento, segundo os PMs, Jefferson teria atirado novamente e os policiais revidaram.
Baleado três vezes, Luiz Carlos foi socorrido por bombeiros para o Hospital Geral de Bonsucesso (HGB), onde morreu. Quando os celular dele tocou, um dos PMs atendeu e contou à sua mulher que ele havia sido ferido e estava internado no HGB.
Os policiais militares apresentaram na 17ª DP (São Cristóvão) uma pistola Taurus calibre 380, que teria sido apreendida com Jefferson. A delegada-adjunta Suzy Miranda apreendeu os três fuzis usados pelos quatro PMs na ação, um deles identificado como cabo Jesus.