Sindicalista assassinado: tragédia anunciada
Vítima registrou três queixas contra o acusado, que ainda está foragido
Rio - O assassinato do presidente do Sindicato dos Securitários do Rio, Júlio Menandro de Carvalho, 68 anos, na quinta-feira passada, foi uma tragédia que poderia ter sido evitada. A vítima pediu ajuda à polícia. Ele vinha se desentendendo há mais de dois anos, com outro membro do sindicato, Valdomiro Peixoto Valente (foto), 56 anos, acusado de ser o autor do crime, conforme três registros feitos na 5ª DP (Mem de Sá), um na 26ª DP (Todos os Santos) e outro no Ministério Público. Júlio, cujo corpo será cremado hoje no Cemitério São João Batista, às 9h, foi morto com sete tiros na porta do elevador da sede da entidade, na Rua Álvaro Alvim. Câmeras do circuito interno flagraram Valdomiro fugindo armado e sujo de sangue.
O primeiro registro foi feito no dia 20 de julho de 2006, na 5ª DP. Júlio disse ter sido agredido por Valdomiro. Em 11 de janeiro de 2007, na 26ª DP (Todos os Santos), Valdomiro registrou queixa por ‘falsidade ideológica’ contra a diretoria do sindicato. No dia 22 de maio de 2007, Júlio voltou a dar queixa na 5ª DP.
Valdomiro, pela segunda vez, registrou queixa contra Júlio, dessa vez na 5ª DP. Na época, Valdomiro é que se disse ameaçado por Júlio. No dia 24 de julho deste ano, Júlio procurou o Ministério Público (MP), onde fez novas denúncias contra Valdomiro. O MP encaminhou expediente à 5ª DP, determinando que a delegacia apurasse informações de que Valdomiro, sem porte legal, andava armado. Não há registros de que Valdomiro tenha sido convocado para prestar depoimento.
Até a noite de ontem, Valdomiro, que teve prisão temporária decretada pela Justiça, ainda não tinha sido localizado pela polícia. “Esperamos explicações da 5ª DP, que não fez nada”, disse um parente de Júlio.
Mais notícias...
|