Rio - Dezenas de bombeiros de seis unidades com apoio de embarcações e um helicóptero vão revolver o litoral do Rio até Saquarema, hoje, em busca do corpo da engenheira Patrícia Amieiro Branco de Franco, 24 anos. As buscas vão durar três dias. Ontem, policiais da Divisão Anti-Seqüestro (DAS) vasculharam pela terra e pelo ar uma avenida de Jacarepaguá onde poderiam estar os restos mortais da jovem, conforme antecipou O DIA ontem.
A operação vai começar às 8h, no Canal de Marapendi, na Barra, onde o carro de Patrícia despencou dia 14 de junho. A princípio, acreditou-se que ela sofreu acidente e que o impacto fez com que seu corpo fosse arremessado no mar. Mas a perícia constatou que havia marcas de três tiros e sangue no seu carro. Dois PMs do 31º BPM (Recreio) são suspeitos de ter atirado nela porque Patrícia teria ignorado seus sinais para que parasse. A Polícia Civil suspeita que outros policiais deram cobertura à dupla de PMs de plantão no local para ocultar as provas do crime e o cadáver.
Das buscas de hoje participarão bombeiros dos grupamentos de Buscas e Salvamento, de Operações Aéreas e os Marítimos de Botafogo, Copacabana, Barra da Tijuca, e Itaipu. Estudos da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) da Marinha indicaram que as marés podem ter arrastado o corpo do Canal de Marapendi até a Região dos Lagos.
PROCURA EM JACAREPAGUÁ
O delegado titular da DAS, Marcos Reimão, enviou quatro agentes e um delegado para percorrer, a pé e de carro, a Avenida Canal Arroio Pavuna, que liga o bairro de Curicica à Barra da Tijuca. Homens de helicóptero ajudaram na procura também. A via é conhecido local onde bandidos se desfazem de cadáveres de suas vítimas. Por isso, ela tem o apelido de Estrada do Urubu. Segundo moradores, os corpos ou são deixados em matagais ou no canal do Arroio Pavuna. Nada foi encontrado.
Investigações apontam para a suspeita de que os dois policiais que teriam feito os disparos chamaram mais sete PMs para ajudá-los quando constataram que os tiros atingiram Patrícia. Uma das hipóteses é que eles colocaram o corpo da engenheira no porta-malas do carro da polícia e depois passaram-no para outro veículo, particular. Uma pedra foi jogada no pára-brisa para, suspeita-se, ocultar as marcas de tiros.