Atualizado às 16h43
Rio - O Disque-Denúncia já recebeu duas informações sobre os homens que tentaram matar, na manhã desta segunda-feira, a viúva do inspetor Félix Tostes, Maria do Socorro Tostes, 42 anos. Ela foi baleada por volta das 10h, na Estrada do Itanhangá, na altura do Condomínio Regata, próximo a Rio das Pedras.
De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, Maria levou dois tiros no braço esquerdo e um no abdômen. No momento, ela passa por uma cirurgia ortopédica no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.
No momento do crime, ela falava pelo rádio com o noivo, Jeferson Martini, que chegou a ouvir os disparos e foi quem chamou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para socorrê-la. Os criminosos, segundo testemunhas, seriam dois homens em uma motocicleta. O carro de Maria, uma picape Toyota Hilux, tem sete perfurações de bala: duas na dianteira, duas na traseira e três na lateral esquerda.
O delegado da 32ª DP (Jacarepaguá), Pedro Paulo Pontes Pinho, pediu reforço de policiamento na área do Hospital Lourenço Jorge. No momento, um PM está de prontidão em frente à sala de cirurgia. Maria do Socorro é a principal testemunha do assassinato do inspetor Félix Tostes.
Morte de Félix Tostes
Na época das investigações dois policiais civis, um PM e dois ex-PMs eram os principais suspeitos da morte do inspetor Félix dos Santos Tostes, ocorrido em fevereiro de 2007, no Recreio dos Bandeirantes.
Apontado como chefe da milícia de Rio das Pedras, o inspetor Félix dos Santos Tostes foi assassinado por bandidos que utilizaram um Astra e uma Blazer para fechar a picape Hilux em que ele estava.
Na ação, a quadrilha fez 72 disparos. Após necropsia, peritos constataram 34 perfurações no corpo do policial. Na época, Félix teria acabado de sair do prédio de uma mulher, no Recreio dos Bandeirantes.
Na época, os suspeitos de participarem da ação criminosa eram os ex-PMs Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, foragido de Bangu 8, José Carlos da Silva, o cabo Wellington Vaz de Oliveira e o policial civil André Luiz da Silva Malvar, além de um outro agente na Coordenadoria de Recursos Especiais.
A motivação para o crime e os envolvidos na morte de Félix, que era contra o negócio da vans em Rio das Pedras, foi revelada a partir de um fuzil, utilizado pelo mesmo grupo que atacou a família do sargento Francisco Cesar da Silva Oliveira, o Chico Bala, do 25º BPM (Cabo Frio). O crime aconteceu em agosto de 2007.
Na ocasião o policial e a mulher foram feridos. O enteado de Chico Bala, na época com 13 anos, morreu na hora. A arma, segundo o Instituto de Criminalística Carlos Éboli foi utilizada para matar Félix.
Um dos indiciados pelo crime é o vereador Nadinho de Rio das Pedras, o DEM. Segundo investigações da polícia, o político que teve as suas ligações rastreadas conversou com um dos suspeitos da execução, conhecido como Malvar. Além de outros indícios que apontam para o crime.