Rio - Basta uma frase para fazer qualquer usuário de computador suar frio: "É vírus". Por trás desse nome genérico, há uma variedade de códigos maliciosos, programinhas que atacam seu PC para permitir que criminosos controlem sua máquina e roubem informações sigilosas, como dados bancários e de cartões de crédito. Para evitar e combater esses inimigos silenciosos, é preciso conhecê-los e saber como eles atuam.
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Os vírus são códigos feitos para se agrupar a arquivos executáveis (.exe, .scr) e criar cópias de si mesmo. Precisam que o usuário faça algo, como ativar um programa, um joguinho, por exemplo. Foram os primeiros na linha evolutiva dos códigos maliciosos e estão caindo em desuso, dando lugar a outros mais malignos e destrutivos. Como os vermes (worms), que se propagam sozinhos, sem que o usuário faça nada, e buscam se espalhar pelo maior número possível de computadores. São muito mais rápidos do que os vírus, por criarem um aumento brutal de tráfego na Internet, alertam os criadores de correções (patchs) para anulá-los.
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Os mais perigosos são os cavalos de tróia. Eles conseguem se disfarçar de arquivos legítimos, como jogos, protetores de tela, bancos de dados, qualquer tipo, enfim. Quando o usuário ativa o arquivo hospedeiro – um protetor de tela, por exemplo–, o cavalo de tróia se instala e se disfarça. Ele não aparece no Gerenciador de Tarefas e pode ser programado para se destruir depois de cumprir a missão que lhes foi atribuída. Essa missão pode ser a de registrar tudo que for digitado e criar um registro (log), até mesmo capturar imagens da tela periodicamente e enviar tudo para seu criador. Esse tipo de cavalo-de-tróia é chamado keylogger e pode causar muitos prejuízos.
Os cavalos de tróia se espalham por meio da estratégia chamada phishing scam, trocadilho com fishing (pescaria, em inglês). Consiste num e-mail com uma história mirabolante que tenta atrair o leitor para clicar num link falso e, inadvertidamente, instalar um cavalo de tróia.
Para chamar a atenção, vale tudo, de promessa de fotos comprometedoras de celebridades a falsos alertas da Receita Federal e do Serasa.
Os espiões (spyware), por exemplo, acompanham programas oferecidos de graça e monitoram as atividades do internauta para exibir anúncios de acordo com as preferências. Não raro, os dados são enviados a terceiros. Os rootkits têm finalidade parecida e são mais perigosos porque atuam no nível mais básico do sistema operacional (kernel), ficando praticamente imperceptíveis.
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