Rio - Quando modificou seu primeiro gabinete, há dez anos, Agathyrno Neto, ou melhor, ASGneto, não pensou se que a brincadeira fosse tão longe. No início, ele queria apenas melhor a refrigeração do computador, já que fizera um overclocking, turbinada no processador que geralmente provoca superaquecimento. “Peguei gosto pela coisa e fiquei viciado”, brinca. Ao contrário de outros “vícios”, que dão prejuízo, o de Neto acabou gerando lucros.
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Ele conta que passou cinco anos vivendo de adaptar computadores para os outros. “Cheguei a receber cases na caixa para eu modificar”, conta. Um dos melhores empreendimentos foi feito sob encomenda para uma promoção cultural da Samsung em 2007. Ele conta que foi convidado para montar uma equipe e produzir um casemod para ser dado como prêmio. No fim das contas, o brinquedo saiu por R$ 18 mil. “O engraçado é que a vencedora nem era tão ligada em computador assim”, lembra ASGNeto.
Mas sua obra-prima é o gabinete Solar Storm , que lhe rendeu um prêmio de 7 mil dólares concedido pela Cooler Master, fabricante de componentes e uma das patrocinadoras atuais de suas criações. O Solar Storm também foi capa de uma revista especilizada dos EUA, a Computer Power User (CPU), o que rendeu um cachê de mil dólares.
Mas nem tudo dá certo sempre. Neto lembra de um concurso em que apresentaria
um gabinete com refrigeração à água. “Apareceu um vazamento e tive que cortar o acrílico em cima da hora”.
AGSneto tem mais dois projetos. Um case inspirado no seriado “A Supermáquina” e uma escrivaninha com CPU, DVD e outros equipamentos, numa verdadeira central de diversão digital, em que fi cam aparentes apenas teclado e monitor.