Rio - A alta no volume de compras no fim do ano aumenta o risco de fraudes e roubo de dados em negociações à distância. Para Gastão Mattos, consultor do Movimento Internet Segura, porém, o perigo equivale ao das lojas offline. “A maior parte das ameaças vem de emails falsos com ofertas e de empresas desprepraradas para vender online”, diz o especialista.
Segundo o subsecretário estadual dos Direitos do Consumidor, José Teixeira Fernandes, a nota fiscal é o item de segurança mais importante. “Ela preserva a garantia dos produtos e evita evasão fiscal”, explica.
O matemático Fabio Simas teve problemas num site de leilões. “Comprei um gravador de DVD num vendedor bem recomendado. Quando fui retirá-lo na loja, o vendedor disse que a impressora estava quebrada. Após dias insistindo, ele ele quis cobrar 15% sobre o preço. E ainda reclamou quando eu o avaliei mal no site”, conta opesquisador, que acabou sem a nota.
José Teixeira recomenda que o consumidor confira o material na entrega. Se não estiver conforme o esperado, ele não deve recebê-lo. Sem nota fiscal, a saída é denunciar o vendedor à Receita.
A boa reputação também não ajudou o professor Rafael Fortes. “Comprei uma máquina digital em uma loja bem avaliada por Buscapé, Bondfaro e similares. Nada de entregarem, nada de devolverem o dinheiro. Após semanas, entrei com um processo no Juizado Especial Cível. Quando a empresa foi notificada, acabou devolvendo o dinheiro”, lembra.