Não se sabe ao certo se a queda de preços estimulou a compra, ou se foi a grande procura que fez o preço baixar. O fato é que, às vésperas da Copa do Mundo — período em que a venda de televisores cresce bastante —, muita gente resolveu dar um drible nas economias e apostar nas TVs de plasma e LCD. Só no primeiro trimestre deste ano foram vendidas 60 mil unidades, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). E até o fim do ano, mais de 200 mil TVs de plasma e LCD deverão ser vendidas no Brasil.
Com tantas ofertas, será que você sabe escalar o craque certo para o seu time? Apesar da forma física bem parecida, as duas tecnologias escondem algumas diferenças. E mesmo com design atrativo e ótima qualidade de imagem, têm lá os seus pontos negativos. Um deles pode parecer óbvio, mas já pegou muita gente de surpresa: o formato widescreen (16:9) da TV plana não é o mesmo usado nas transmissões da nossa TV aberta (4:3). Para filmes em DVD, o widescreen é perfeito. Mas para o dia-a-dia, ou você ajusta sua TV plana ao formato menos retangular, o 4:3 padrão, ou a imagem ficará esticada. Ponto para a TV de LCD, que também oferece o padrão 4:3 e uma resolução de pixels maior, que em compensação pode deixar a imagem da TV embaçada (já que a programação diária tem uma resolução menor que a da tela).
A dona de casa Xames Elias estranhou assistir à novela no formato widescreen. “Nos primeiros dias reparamos que a imagem cortava parte da cabeça das pessoas”, conta. Mas depois de alguns ajustes em sua LG de 42”, Xames conseguiu uma imagem quase perfeita. A família do estudante Lucas Porto, 21, adquiriu uma TV de plasma de 37” da Panasonic em 2002, e não se arrepende da compra. “Gostamos do formato widescreen e, com os ajustes certos, não vejo a imagem tão esticada”, garante Lucas. Em alguns casos, para o ajuste ficar perfeito, é preciso que a imagem fique com duas barras pretas nas laterais, o que além de ser um incomodo visual para muitos, também pode provocar o efeito burn-in, que mancha a tela.
Diferenças entras as duas tecnologias
Além da diferença de formato de exibição, as LCDs constumam ser mais leves e consumir menos energia. Já as de plasma são geralmente mais baratas que as de LCD do mesmo tamanho.
Com um design tão fino, é sempre bom deixar a TV em locais ventilados e desligá-la sempre que ninguém estiver assistindo. Níveis de contraste e brilho muito elevados podem ‘gastar’ os pixels. Só aumente o nível quando for necessário (geralmente em ambientes muito claros).
Uma grande desvantagem do plasma é o chamado efeito burn-in, que pode manchar a tela, como acontece com os monitores convencionais. Veja como evitá-lo na página ao lado.
O LCD, por sua vez, sofre com o chamado efeito fantasma. Em imagens muito rápidas, gera um rastro, como uma sombra. Como o tempo de resposta dos LCDs vem sendo elevado, a tendência é a de que esse problema seja superado.
Existem TVs de LCD de diversos tamanhos. Até de menos de 20”. Já as TVs de plasma começam a partir de 32”, embora, no Brasil seja difícil encontrar modelos abaixo de 42”.
A vida útil das TVs de plasma não é tão curta como se pensa. Atualmente, as duas tecnologias já oferecem modelos que chegam a durar 60 mil horas. O que significa que se você assistir TV durante 4 horas por dia, ela vai durar 40 anos.
A LCD é a mais indicada para conexão com o PC, afinal, tem mais resistência às imagens estáticas (o que evita o efeito burn-in).
A instalação não é tão simples como a dos televisores convencionais, mas também não é tão difícil. Em caso de dúvida, chame um especialista.
Por fim, no LCD, o brilho e o contraste não são tão intensos quanto nos televisores de plasma.