Rio - Os brasileiros estão cada vez mais interessados em teletrabalho. E para saber como está o mercado de exportação desses serviços prestados remotamente está sendo realizada no País a segunda etapa da pesquisa ‘Exportação de teleserviços para a inclusão sócio-trabalhista na América Latina’, que foi iniciada na Argentina e seguirá para Colômbia e Costa Rica.
“Muita gente teletrabalha, mas não sabe que faz isso. Tudo o que se pode digitalizar, pode ser teletrabalho”, explica a especialista em Direito de Alta Tecnologia, Clara Costamagna.
Até outubro, os teletrabalhadores brasileiros interessados em exportar seus serviços pela Internet e empresários que queiram contratar teletrabalhadores podem participar da pesquisa, respondendo questionário próprio na página www.etis-lac.org.ar. A participação é gratuita e vai ajudar a mapear o mercado de teletrabalho no no Brasil, além de possibilitar futuras trocas de serviço.
“Muitas empresas precisam de mão-de-obra qualificada. A pesquisa vai ajudar a responder o que os latino-americanos têm a oferecer, saber qual o tamanho desse mercado e identificar o que pode ser ofertado no exterior”, explica a argentina Sonia Boiarov, diretora da Etis-Lac e presidente da TIC (Teleserviços na Sociedade da Informação e do Conhecimento), responsável pela pesquisa.
Clara e Sonia vieram ao Brasil na semana passada especialmente para debater o crescimento e a exportação do teletrabalho na América Latina durante a Rio Info 2006.
A expectativa é de que a conclusão do estudo realizado nos quatro países latino-americanos seja divulgada em março do ano que vem.