Rio - Hoje em dia não é mais preciso saber baixar códigos-fonte e compilar programas para dar os primeiros passos com o Linux. Distribuições como a sul-africana Ubuntu e brasileira Kurumin podem rodar a partir do CD. Basta dar boot a partir do CD (entrando no set up do computador ao ligá-lo).
Instalar e usar o Ubuntu 6.10 se mostrou muito fácil. O micro usado foi um Sempron 3000 com 512 MB de RAM e HD de 20 MB.
Depois de baixar o arquivo ISO no site da distribuição e gravar o CD, usei-o para o boot. O programa reconheceu todos os drives e o modem para banda larga sem problemas. Ao final da instalação da versão em português do Brasil, fui aconselhado a baixar as atualizações. Foram 137 ao todo, ou 220,7MB. Gastei 15 minutos para baixar e 20 minutos para concluir a instalação.
A interface gráfica é intuitiva e simples. No alto, à esquerda, ficam os menus Aplicações, com os programas mais comuns, Locais, com os diretórios mais usados, e Sistema, com acessórios para configurações. A navegação é semelhante à do Windows, mas não uma cópia fiel. No canto inferior esquerdo, por exemplo, em vez do menu Iniciar, há um atalho que leva ao desktop.
A idéia era checar se o sistema me ofereceria todas as funções básicas de um computador conectado: navegar na web, usar e-mail, mensageiro instantâneo, tratar imagens, processar textos, planilhas e apresentações, gravar e extrair CDs e DVDs.
Os principais aplicativos eu já conhecia rodando em Windows: Firefox 2.0, suíte OpenOffice 2.0 (equivalente ao Office) e Gimp 2.2 para imagens. Ainda não havia experimentado o cliente de e-mail Evolution e o mensageiro instantâneo Gaim.
A configuração de ambos foi simples. No Evolution, bastou dar o nome do usuário e da conta e os endereços dos servidores pop3 e smpt, como no Outlook. Aliás, o visual é bem parecido, assim como as funções de agenda e contatos. No Gaim, informei meu e-mail de registro e senha para entrar no MSN. Ele também acessa ICQ e IRC.
Tudo foi surpreendentemente fácil, até testar CD, DVD e MP3. O CD rodou, mas sem som. O DVD, nem isso. O MP3 também não foi reconhecido. O problema é que alguns formatos de arquivos, como MP3, são patenteados e não acompanham a distribuição. Pela Internet é possível conseguir os codecs pagos para executar esses arquivos.
Há, contudo, vários fóruns de usuários em que os mais experientes ajudam novatos a tirar dúvidas. Outra decepção ficou por conta dos aplicativos educacionais. Há inúmeros, mas a maioria ainda precisa de muito aprimoramento.
Lançado Kurumin 7.0
Já pode ser baixada na rede a mais nova versão do Kurumin, distruibuição do Linux feita no Brasil. O arquivo ISO tem 603 MB. O Kurumin traz ainda mais aplicativos do que o Ubuntu. Rodando a partir do CD, o sistema reconheceu todos componentes do micro e a conexão Internet sem dificuldade. Um recurso interessante são os chamados botões mágicos que permite instalar aplicativos para teste mesmo sem instalar o sistema. Ao encerrar a sessão, contudo, todos são apagados.
A instalação não foi tão fácil. Ao contrário do Ubuntu, não houve uma opção de formatar o disco e instalar o novo sistema. O instalador pediu que eu determinasse como particionar o HD e me ofereceu um editor gráfico e um de modo texto. Tive que apelar para o manual. No mundo open source o preço da liberdade é abrir mão da preguiça.