MADRI - Dados pessoais de mais de 20 mil trabalhadores circularam durante meses por redes de troca de arquivos na Internet depois que um funcionário do sindicato Comisiones Obreras instalou em seu computador de trabalho uma cópia do programa eMule, informou a Agência de Proteção de Dados espanhola.
A agência multou o sindicato em 6 mil euros por violar a lei de proteção de dados e destacou que esta é a primeira sanção imposta na Espanha por revelação de informações via redes "peer to peer", ainda que provavelmente não deva ser a última.
"Temos abertas 16 investigações de casos semelhantes que envolvem diversas entidades", disse um porta-voz da agência à Reuters.
O problema, nesse caso concreto, é que o trabalhador colocou à disposição dos internautas todo o conteúdo do disco rígido de seu computador - que abrigava o banco de dados contendo os registros -, em lugar de criar pastas separadas para música, vídeos e outros elementos compartilhados, disse o porta-voz.
Além disso, o computador não estava provido das medidas de segurança que a lei determina, como a instalação de firewalls que evitam a entrada e saída de informações confidenciais.
As informações são da Reuters