Rio - Começaram a valer ontem as ferramentas prometidas pelo Google para combater a pedofilia no Orkut, um dos alvos da CPI da Pedofilia. Entre as novidades, apresentadas esta semana, estão ferramentas contra conteúdos impróprios e maliciosos, maior prazo para armazenamento de registros de acesso e colaboração entre o Google Brasil e autoridades, como o Ministério Público Federal.
Ontem, o Ministério Público Federal de São Paulo anunciou o fim da disputa judicial que travava com a empresa por conta da publicação de conteúdo impróprio na rede social. Hoje será assinado um termo de ajustamento de conduta, encerrando uma negociação que já durava dois anos.
A promessa dos novos recursos foi feita em abril pelo presidente do Google Brasil, Alexandre Hohagen, na CPI da Pedofilia, no Senado. A principal medida é o compromisso do Google de aumentar de 30 para 180 dias o prazo de manutenção do registro dos acessos ao site (log e endereços IP), o que pode ajudar na identificação dos pedófilos.
Segundo o Google Brasil, o Orkut passa a contar com uma tecnologia impede que imagens previamente identificadas e comprovadamente ilícitas sejam publicadas no Orkut.
A identificação é feita quando o usuário tenta publicar a imagem. Detalhes do funcionamento da ferramenta não foram revelados sob pretexto de impedir que os criminosos explorem eventuais falhas.
Representantes do Google Brasil, do Ministério Público Federal e da ONG SaferNet, que combate a pedofilia na Internet, deverão se reunir a cada dois meses e elaborar relatórios.
O Google Brasil também se comprometeu a ajudar na elaboração de cartilhas educativas que serão distribuídas em escolas públicas e promover campanhas de conscientização entre usuários da rede social.