Rio - O Ministério da Educação (MEC) destinou mais R$ 500 milhões ao fortalecimento das redes de ensino profissionalizante em tecnologia. Os recursos vão para o programa Brasil Profissionalizado, que visa integrar a educação profissional e tecnológica e capacitar jovens para o mercado de trabalho em parceria com os estados. Até 2011, R$ 900 milhões deverão ser encaminhados a estados e municípios que ofereçam educação profissional.
Para esta semana está prevista a assinatura de novos convênios para o repasse de recursos a serem empregados em obras de infraestrutura, desenvolvimento de gestão, práticas pedagógicas e formação de professores. Para receber recursos, é preciso apresentar um plano de trabalho. Até agora, 18 estados se integraram à iniciativa.
A intenção é melhorar a qualidade do ensino e ampliar a oferta de vagas”, afirmou o secretário de educação profissional do MEC, Eliezer Pacheco. "Paralelamente à expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o Brasil Profissionalizado visa à melhoria das redes estaduais e a atender mais pessoas", completou.
Investimento nas federais também cresce
Até o fim deste ano, o governo federal deve concluir 64 novas escolas técnicas federais. Outras 150 são esperadas até dezembro de 2010. O país tem hoje 75 novas escolas entre as 215 instituições em funcionamento. Com duas fases, o plano de expansão da educação profissional e tecnológica foi lançado pelo presidente Lula em 2005 e prevê que o país tenha 354 escolas técnicas federais em 2010. Em 2002, o país tinha 140 escolas com este perfil contruídas ao longo de 93 anos. O crescimento em oito anos será de 150%.
Na implantação das escolas e definição dos cursos oferecidos é determinante a vocação econômica de cada região. "Assim, a possibilidade de o mercado absorver os novos profissionais aumenta", explica o secretário. A política de expansão ainda prevê estratégias de interiorização, valorização profissional e abertura de oportunidades para jovens e adultos. "Quando todas as escolas estiverem concluídas, as matrículas da rede terão saído de 160 mil, em 2003, para 500 mil", diz Pacheco.
Outras ações são desenvolvidas para aumentar o número de vagas gratuitas em cursos técnicos profissionalizantes. O recente acordo celebrado entre o MEC e as instituições que compõem o Sistema S - Sesi, Sesc, Senai e Senac - promoveu uma reforma no regimento dessas entidades, com resultados na ampliação do número de vagas gratuitas em cursos de formação inicial e continuada oferecidos a alunos e a trabalhadores de baixa renda. A oferta desses cursos vai aumentar de forma progressiva até 2014. No Senai e no Senac, a gratuidade alcançará 66,6% em 2014; no Sesi e no Sesc, 33,3%.