Rio - Quando vai a São Paulo, o empresário carioca Marcello Guimarães, repete o procedimento que já virou hábito: acessa o GPS no N95 e marca o hotel em que está hospedado como endereço de origem. “Posso ir a qualquer ponto da cidade porque o celular vai me mostrar o caminho de volta”. Nas horas de lazer, o aparelho entra em ação novamente. “Quando faço uma escalada, localizo onde estou no Google Maps e mostro para meus amigos”, explica o sócio do site BC You. Ele faz parte de um grupo cada vez maior: o de pessoas que usam o celular como ferramenta de orientação.
As operadoras já identificaram esse filão. Segundo a Vivo, a demanda pelo serviço de localização e por aparelhos com GPS tem aumentado. A operadora não fornece números, mas basta olhar a quantidade de celulares com GPS nas prateleiras para confirmar essa tendência. A Claro, que tem a maior variedade de aparelhos com o recurso, dispõe de 14 modelos, de fabricantes como Nokia, HTC, Motorola, entre outros.
A variedade de aparelhos e software é maior nos aparelhos de GPS para carros. Quando se fala em GPS no celular, os mais usados são Google Mapas e Nokia Mapas, que é restrito aos aparelhos da marca. Semelhante ao Google Mapas da web, o aplicativo pode ser baixado de graça e acessa as informações pela Internet, ou seja, não é preciso baixar e atualizar mapas. O único gasto é com o pacote de dados, pago à operadora de celular.
A versão mais recente do Google Mapas para celular é capaz de apontar no mapa a localização do celular, usando dados de satélite e das antenas da rede telefônica. “O Minha Localização é muito útil porque serve para quem não tem GPS no aparelho, localizando-o pela rede celular. Se o aparelho tiver GPS, basta teclar zero para receber a localização exata”, explica Marcello Quintela, gerente de produto do Google Mapas. Nascido no Rio de Janeiro, teve que se mudar para Belo Horizonte, onde fica o Centro de Engenharia do Google, e costuma apelar para o aplicativo. “Me mudei no início desse ano e ele vem me salvando a vida por aqui”, brinca. O Google Mapas cobre cerca de 80% do território nacional. “A qualidade no Brasil é equivalente à da Europa, e bem próxima dos EUA”, afirma.
O Nokia Mapas é pago e só vale para aparelhos da marca. Os preços variam de R$ 24,99 (cobertura local por um mês) a R$ 351,99 (cobertura em todas as regiões por 12 meses). “O Nokia Mapas é campeão nas grandes cidades, mas em locais remotos ele se perde, ao contrário do Google. E tem orientação por voz, como um GPS de carro”, avalia Marcello Guimarães, que já testou o serviço no Rio e em São Paulo.
Aparelhos e serviços GPS
Vivo e Tim oferecem serviços específicos para GPS. O Vivo Co-piloto usa um software próprio, que precisa ser baixado no site da operadora e custa R$ 17,99 ao mês nos planos pós. Não há cobrança de pacote de dados nem limite de consultas. O serviço se propõe a funcionar como um GPS automotivo. Indica-se o endereço de destino e a ferramenta calcula o trajeto e dá as instruções de percurso por voz e imagem. O serviço Vivo Co-piloto é compatível com três modelos Blackberry (8310, 8110 e Bold) e com o Samsung Black Jack.
O serviço de GPS da TIM também é voltado para modelos Blackberry (8800, Curve 8310 e Bold 9000). Desenvolvido pela Garmin, que também fabrica receptores de GPS automotivo, tem cobertura com navegação completa em 792 cidades e pontos de interesse (restaurante, hotéis) em 79. É preciso baixar o aplicativo, que dispensa futuras atualizações de mapas. O pacote de navegação por GPS da TIM sai por R$ 19,90, para clientes Blackberry Ilimitado ou Corporativo.