Rio - A possibilidade de mudar de operadora de telefonia sem perder o número da linha completa um mês nesta segunda-feira no Rio de Janeiro. Em todo o estado, as transferências de telefones móveis superam os pedidos de mudança na telefonia fixa. No Rio, a ABR Telecom, que administra o processo de portabilidade, registrou 10.132 trocas concluídas entre operadoras de celular e 2.936 entre serviços de telefonia fixa. No Brasil, foram feitos 584.036 pedidos de portabilidade e 384.622 foram concluídos.
A disparidade chama a atenção. “O número parece pequeno, mas a base de assinantes do fixo é menor que o número de linhas de celulares”, explica Eduardo Tude, consultor da Teleco. Há, no estado, mais de 15 milhões de celulares em funcionamento e 4,3 milhões de terminais fixos. Para ele, o desconhecimento e pouca concorrência são razões para a telefonia fixa registrar menos transferências de linhas.
“Precisa ter alternativa para as pessoas mudarem. Eu conheço a Embratel e a Tim, que têm telefone fixo, mas não sei o que elas oferecem em termos de vantagem”, conta a advogada Fátima Regina, de Nova Iguaçu.
No Rio de Janeiro, além da concessionária Oi, a Tim e a Embratel (com NetFone e Livre) oferecem opções. A Tim tem apenas um plano, o Tim Fixo por R$29,90. Para usá-lo, é preciso comprar um chip e usá-lo em um aparelho GSM comum ou um dos telefones oferecidos pela empresa. Clientes que optarem pela portabilidade ganham ligações para outro Tim Fixo e aparelho grátis.
A empresa usa a mesma tecnologia da telefonia móvel, mas restringe a localização à área definida pelo usuário como sua casa. Não há instalação e a habilitação é feita por telefone. Por enquanto, o serviço está disponível apenas em 14 municípios do Rio.
“O aparelho é parecido com um fixo comum, mas dispensa fios, cabos... Nós usamos nossa própria rede móvel. Os preços são bem mais baratos porque o processo de tarifação do serviço de telefonia fixa é diferente”, explica Jorge Monteiro.
Na Embratel, cada serviço tem características próprias. O Livre utiliza tecnologia CDMA, que dispensa a instalação em poste e cabeamentos. O aparelho é semelhante a um celular comum, mas a rede só funciona no endereço de instalação do cliente. Com planos pós e pré-pagos, toda a franquia do Livre é revertida em ligações.
Já o NetFone, oferecido em conjunto com a Net, tem cobrança de instalação de R$322 para quem não contrata TV a Cabo ou Internet banda larga no mesmo pacote. Pode ser usado qualquer aparelho fixo e tem franquia a partir de R$37,53.